A partida desta quarta-feira entre Santos e Grêmio provou
que o acaso pesa muito mais no futebol do que o torcedor padrão admite.
Torcedor padrão? Isto dá outro post a ser redigido um dia...
A partida foi horrorosa e o número de passes errados foi de
irritar o mais Pacheco dos torcedores. Mas voltemos ao acaso.
Para exemplificar podemos resumir os acontecimentos a dois
lances. No primeiro Barcos cabeceou uma bola para fora, num lance em que todo
mundo já enxergava o gol. Alguns minutos depois, Gabriel fez o dele, batendo de
canhota, sendo que, ao que me consta, ele é destro. Se alguém sabe disto com
mais precisão, favor corrigir. A bola, embora não muito forte, foi colocada bem
no cantinho, indefensável.
Teria sido o agente dele que inventou o slogan que diz que o
jogador ”fede a gol”. Não gostamos da frase, mas não há como negar que, ao ver
a bola no fundo das redes de Dida, murmuramos: - Fede mesmo...
O mais interessante foi a sucessão de acasos. Gabriel não
tinha sido relacionado para a partida (estava sendo “preservado”, no sentido
futebolístico do termo). Dirigiu-se ao estádio para assisti-la, quando, nos
bastidores, soube-se que Vitor Andrade tinha tomado um antialérgico e,
corretamente, avisado o médico do Clube. Em vista disto, decidiu-se que ele não
iria para o banco, escalando-se Gabriel no seu lugar. Aí, vini, vidi, vinci...
Não é nada, não é nada, foi alguma coisa, porque a jogada,
com Montillo indo à linha de fundo e cruzando para trás, encontrou a competência
de Gabriel para completá-la. Contra o
Vasco, Montillo fez jogadas semelhantes duas vezes, para seus companheiros, tão
bem servidos, isolarem a bola no Bar do João...
Como tudo tem um porém, Gabriel tirou a camisa e levou um
amarelo “grátis”. Bronca nele djá. A justificativa de que ele só tem 16 anos
(completa 17 dia 30 deste mês) não cola. Qualquer jogador do Infantil conhece a
regra.
Gabriel seria a resposta a um dos problemas do Santos, a má
pontaria nas finalizações? Pode ser, mas tem contra si duas coisas: a pouca
idade, que acarreta desempenho irregular de uma partida para outra e, dose de
realismo, o fato de que o Clube estaria negociando a compra de uma parte maior
de seus direitos federativos, correntemente uma percentagem muito baixa. Quem
vai inflar a bola do jogador durante uma negociação dessas?
Se, acaso, você chegasse,
à Vila Belmiro e encontrasse...
Desculpem, mestres Lupicínio Rodrigues e Felisberto Marins,
vosso samba é imortal.