quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Stinking Teen

A partida desta quarta-feira entre Santos e Grêmio provou que o acaso pesa muito mais no futebol do que o torcedor padrão admite.

Torcedor padrão? Isto dá outro post a ser redigido um dia...

A partida foi horrorosa e o número de passes errados foi de irritar o mais Pacheco dos torcedores. Mas voltemos ao acaso.

Para exemplificar podemos resumir os acontecimentos a dois lances. No primeiro Barcos cabeceou uma bola para fora, num lance em que todo mundo já enxergava o gol. Alguns minutos depois, Gabriel fez o dele, batendo de canhota, sendo que, ao que me consta, ele é destro. Se alguém sabe disto com mais precisão, favor corrigir. A bola, embora não muito forte, foi colocada bem no cantinho, indefensável.

Teria sido o agente dele que inventou o slogan que diz que o jogador ”fede a gol”. Não gostamos da frase, mas não há como negar que, ao ver a bola no fundo das redes de Dida, murmuramos: - Fede mesmo...

O mais interessante foi a sucessão de acasos. Gabriel não tinha sido relacionado para a partida (estava sendo “preservado”, no sentido futebolístico do termo). Dirigiu-se ao estádio para assisti-la, quando, nos bastidores, soube-se que Vitor Andrade tinha tomado um antialérgico e, corretamente, avisado o médico do Clube. Em vista disto, decidiu-se que ele não iria para o banco, escalando-se Gabriel no seu lugar. Aí, vini, vidi, vinci...

Não é nada, não é nada, foi alguma coisa, porque a jogada, com Montillo indo à linha de fundo e cruzando para trás, encontrou a competência de Gabriel para completá-la.  Contra o Vasco, Montillo fez jogadas semelhantes duas vezes, para seus companheiros, tão bem servidos, isolarem a bola no Bar do João...

Como tudo tem um porém, Gabriel tirou a camisa e levou um amarelo “grátis”. Bronca nele djá. A justificativa de que ele só tem 16 anos (completa 17 dia 30 deste mês) não cola. Qualquer jogador do Infantil conhece a regra.

Gabriel seria a resposta a um dos problemas do Santos, a má pontaria nas finalizações? Pode ser, mas tem contra si duas coisas: a pouca idade, que acarreta desempenho irregular de uma partida para outra e, dose de realismo, o fato de que o Clube estaria negociando a compra de uma parte maior de seus direitos federativos, correntemente uma percentagem muito baixa. Quem vai inflar a bola do jogador durante uma negociação dessas?

Se, acaso, você chegasse,
à Vila Belmiro e encontrasse...


Desculpem, mestres Lupicínio Rodrigues e Felisberto Marins, vosso samba é imortal.