sexta-feira, 20 de abril de 2012

Helenio Herrera

Helenio Herrera, expoente do catenaccio, se pudesse ter assistido a partida de ontem contra o Strongest, teria se lambido todo. Ele tem, até hoje, discípulos fiéis na arte de não deixar jogar, manter um 0 x 0 e, se der, marcar unzinho na bacia das almas. O técnico Úber Acosta deve ter acendido um monte de velas para uma foto de HH no vestiário... Quase conseguiu.

Conclusão número 1: aqueles que diziam que a única força do Strongest era o fator altitude estavam enganados. Eles sabem, sim, defender-se com unhas e dentes. Coisa que muito time de futebol não consegue fazer quando precisa.

O mister boliviano foi também ajudado por uma certa displicência da parte do Santos. Displicência pode não  ser o termo mais aplicável (não achei outro), mas o time ficava boa parte do tempo naquela troca de passes entre os zagueiros, "dando uma de Barça" que dava gosto (para o Strongest - que apertava a marcação na nossa intermediária).

A frequência com que a tal troca de passes "para irritar o adversário" produzia uma enfiada de bola longitudinal que levasse o jogo para o campo adversário e consequente oportunidade de gol foi baixa. Chegou ao ponto de Neymar vir buscar jogo na nossa intermediária, já que a pelota não chegava nele na intermediária adversária  (local ideal para iniciar suas arrancadas).

Mesmo assim, criaram-se oportunidades, quase todas perdidas (algumas bisonhamente). Salvou-nos o jogo aéreo que resultou no gol de Kardec. O segundo, muito bem arrematado por Neymar após toque precioso de Borges, livrou a cara de nosso artilheiro, que em jogada parecida anterior mandou para fora.

Destaques? Com poucas exceções, não fiquei com nomes na memória para comentar.

Apenas:

  • Neymar - O melhor, apesar de perder um gol feito em hora imprópria. Frize-se que procurou o jogo o tempo todo. Um dos problemas do time é o excesso de centralização nele. Isso não vai deixar de existir, dada a qualidade de seu futebol. Há que analisar, porém, um equilíbrio entre essa centralização e o jogo através dos companheiros. O lado direito do ataque Santista é pouco explorado. Essa centralização favorece o plano tático do adversário e as "surpresas" a serem cometidas por outros jogadores do time Santista têm rareado...
  • Henrique -  Na lateral, desmentiu a insinuação que eu fiz ontem, de que poderia fixar-se na ala. Não é do ramo, não. Não marcava, até porque não tinha a quem marcar, mas também não apoiava, por falta de know-how. Será que treinando, melhora? Estou duvidando. Contra o Catanduvense, o fez, por fácil. Ontem virou um jogador sem função e, por isso, foi sacado. O negócio dele é a cabeça de área.
  • Adriano - As poucas tentativas de ataque do time adversário, em sua maioria, pararam nele. É o nosso Mr. Espírito da Libertadores.
  • Elano - Ao escalá-lo bem antes da partida, praticamente anunciando-o como, de novo, titular, Muricy parece ter sido precipitado. Além de ter desprestigiado Ibson, que tinha subido de patamar de produção e estava bem entrosado, Elano, para mim, não justificou a confiança do professor (em que pese o horror que eu tenho de chamar técnico de futebol por esse termo...) e fez uma partida próxima de nula.
  • Borges - Gostei de sua partida, no geral, principalmente como "escada" para Neymar. Preocupa-me sua nulidade no jogo aéreo. Toda vez que Muricy quer explorar esse tipo de jogo, tem que por Kardec em campo. Ontem, felizmente, deu certo... Não dava para "juntar" os dois num só? rsrsrs...
Conclusão número 2: a aplicação em campo e a produção de nosso time tem variado além da conta de jogo para jogo. Muricy tem que dar um jeito nisso se quiser ganhar títulos este ano. A pergunta que fica é se essa irregularidade seria fruto da adaptação à nova forma de jogar. Bem ou mal, evitar chutões para a frente é uma coisa boa.

9 comentários:

  1. Walter, para mim só existe uma possibilidade de chegarmos na final da libertadores com o que temos aí:montando um meio de campo com Adriano, Henrique,Arouca e PH e liberar Fucile e Juan nas laterais do campo, com Elano ou com Ibson o Santos para e assiste.Estou no lrsantista.blogspot.com

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  2. continuamos a depender do neymar, muricy so poe seu talisma, que tanto pode perder um gol facil como acertar uma cabeçada, mas nunca tem uma opção de outro jogador de toque ou velocidade, que poderia ser o felipe anderson, acho que o garoto ao lado do ganso e neymar produziria algo. e o andre que foi pra o galo, junto com o neymar tambem teria dado liga novamente, mas existe uma predileção por veteranos como kardec, renteria e agora o bill. falta um pouco de alegria pra este time, como no passado.

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    1. Infelizmente, o Felipe Anderson, nas oportunidades que teve, não foi bem. Fez, talvez, duas partidas interessantes e sumiu nas demais oportunidades. Creio que não será na Libertadores que Muricy irá reforçar uma aposta nele. Talvez no Nacional, nem que seja por falta de opção.

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  3. o santos tem um time titular, que quando esta bem, principalmente quando neymar acha seu espaço, produz. quando algumas peças ficam muito abaixo do esperado, quando enfrenta forte marcação, deixa a desejar. nosso banco é fraco. muricy repetitivo nas substituições. e a diretoria agora aceita mansamente a alteração das datas dos jogos... que gente mais mansa !

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    1. O que se passa, Paulo, é que tem partidas em que, ou Neymar não está bem, ou o adversário acerta a marcação e aí esperaríamos que o "resto do time" fizesse sua parte. Não temos visto muito disso.

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  4. eu não acho que o felipe é a salvação da lavoura, apenas acho que em alguns jogos , ele ao lado do ganso e neymar, seria mais interessante que renteria e ate o kardec, que faz um gol e perde dois...

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    1. Concordo quanto ao Renteria, é claro, mas não quanto ao Kardec. Faço coro com aqueles que dizem que o problema do Felipe é a inconstância. Não se sabe se vai fazer algumas jogadaças ou ficar trotando inutilmente em campo. Por outro lado, se o põem no banco, "tem" que entrar alguma hora, não?

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  5. e o laor, mansinho ne´, continua apoiando o projeto corintias campeao paulista e libertadores... com essa aceitação tacita da antecipação do jogo.

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    1. Foi minha primeira reação também. Depois vi argumentos que mudaram um pouco o que penso. Creio que LAOR não quer dar murro em ponta de faca e também que a questão do jogo em La Paz "tanto faz". Ou poderia ser até melhor, porque, já que vai haver maratona, que seja agora. Parece-me melhor ir jogar lá depois do jogo de hoje contra o MMEC do que ir depois de um jogo provavelmente mais cansativo contra um time grande na sequência do Paulista (pressupondo que o Santos ganhe hoje). O que você acha?

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