Embora o último jogo do Paulistinha não fizesse oficialmente parte das comemorações do Centenário, acabou sendo a sua chave de ouro.
Ora, dirão alguns: - Encerrou?
Encerrou, sim, porque ficar esticando até o conceito de Centenário para ver se pinta algum factóide para municiar a mídia amiga é coisa de timinho.
Conforme previsto, o Catanduvense entrou para catar coquinho. Só não caiu de quatro porque Borges marcou mais um...
Já o nosso time entrou em campo para cumprir duas missões conflitantes: fazer uma partida vistosa ("Centenária") para agradar a torcida e evitar contusões que pudessem prejudicar o desempenho nas fases seguintes da Libertadores e, mesmo priorizando esta competição, dos mata-matas do Paulista.
Não fosse a contusão de Fucile, teria conseguido integralmente as duas coisas. Embora não tenhamos neste momento notícias mais detalhadas sobre a contusão do atleta uruguaio, creio que voltará em pouco tempo. Enquanto isso, Muricy terá que improvisar um pouco.
No curto prazo parece que não teremos problemas. Contra o The Weakest e o Mogi Mirim, não vejo como a formação que terminou o jogo de ontem (Henrique na lateral e Adriano na cabeça de área) possa ser problema. Só espero que não inventem de por laterais esquerdos ali na direita... Já que no momento eles abundam, que sejam aproveitados no meio de campo.
Desempenho? Lá vai:
Rafael, Fucile, Dracena, Durval e Juan? Como defesa, pouco tiveram o que fazer, dada a fraqueza do adversário. Cumpriram tabela. Leo entrou com vontade. Serviu para espanar a poeira. Desconfio que Muricy vai ter problemas com o excesso de jogadores nessa posição, mesmo considerando que todos eles podem compor o meio de campo. Ainda tem o Gerson Magrão...
Henrique, tanto na cabeça de área como substituindo Fucile na lateral, foi eficiente. Adriano entrou com aquela saúde toda, chegando a cair e levantar do chão de bate-pronto em um entrevero com um adversário. Estava pensando que já era quinta-feira que vem?! Calma, ô meu!
Arouca, bem e Elano, jogando o jogo todo, apresentou-se bem melhor do que vinha fazendo. Além de escalá-lo desde o começo, Muricy deve ter tido uma conversona com ele... Ibson, que entrou no fim, no lugar de Arouca, foi discreto, com o jogo já resolvido.
Elano chamou-me a atenção especificamente por dois lances. O bom, foi o passe fantástico para Neymar no segundo gol (como sempre, os repetecos da tv só mostram a jogada de Neymar e a complementação de Borges, enquanto que, sem o passe de Elano, nada teria acontecido). O não bom foi o gol perdido depois de receber livre na cara do gol. Podem me chamar de maldoso (eu sou!) mas no quarto gol, com aquele tapinha no canto, eu fiquei pensando que Ganso só faltou falar "é assim que se faz". Num jogo "festivo" fica fácil de esquecer. Nos mata-matas da Libertadores, não. Calibra o pé aí, mermão!
Ganso e Neymar, cada qual a seu modo, fizeram chover. E como choveu no segundo tempo! Gols e água... Março foi transferido para Abril...
A Diretoria prometeu uma placa a Ganso pelo primeiro gol. Dá logo, nem que seja em prol da renovação de contrato... O quarto gol, com aquela bola colocada cirurgicamente no cantinho, também foi plástico. Lembrou-me muito de Dino Sani, a quem vi jogar apenas no fim da carreira. Esse batia pênaltis nesse estilo, sempre com o goleiro de um lado e a bola do outro, batendo na parte lateral da rede.
Neymar deu show e quase marcou o gol de bicicleta que anda buscando. Pena que a bola foi no canto onde estava o goleiro. Por outro lado, como Muricy apontou, também anda pensando um pouco mais no jogo coletivo. Prova é o passe para Borges "vovozar" e fazer o quinto gol. Pelo histórico recente eu pensei que ele fosse tentar o chute a gol. Parabéns! Por outro lado ainda, aquele drible que terminou na expulsão de um jogador adversário, foi tão, tão, tão, tão, "uma coisa", que quem fez a falta foi outro jogador. O que sofreu o drible deve estar tonto até hoje!
Que venga The Weakest! A vitória com uma boa diferença de gols pode ser importante para trilhar um caminho mais suave nos mata-matas.
A chuva foi pontual: andei pela cidade o dia todo debaixo de sol escaldante (sábado e domingo), mas na hora do jogo, tome "drizzle", como diriam os britânicos! O jogo dignificou e fechou com chave de ouro os folguedos do Centenário, tirante a musculatura do rebaixado adversário, mas dou de ombros quando os torcedores rivais desmerecem nossas goleadas contra esses timinhos. Eles fazem o mesmo? Duvido.
ResponderExcluirO desempenho contra esse timinho foi o esperado. Já tivemos dissabores de "ressuscitar" lanternas, como fez o Palmeiras ontem (se bem que o Comercial foi rebaixado de qualquer jeito). A chuva de ontem pareceu-me típica de fim de verão: aquela pancada que dura menos que uma hora (e ela durou o segundo tempo...). Mas não atrapalhou o jogo, provando que o gramado está bem também no quesito drenagem.
ExcluirAgora é esperar as próximas fases de Libertadores e Paulista.
ResponderExcluirO Elano parece ter entendido q ele é eficiente através da simplicidade. Ele não é o craque q imaginava ser. Se ele fazer o simples será muito útil para o Santos.