Impossível dissociar o Santos do mar. Com essa camisa azul, então...
Vão, alguns, bobagem grossa, associá-la ao azar.
Decepcionou-me, não ela, mas o jeitão.
Se esperávamos mar revolto, tivemos um de almirante. O mar.
Alguns irão caminhar na prancha. Não itemizaremos.
A nós resta mudar de assunto e propor, ainda com maresia na memória, voltar alguns dias no calendário e oferecer ao seu/sua significant other (um primor de corretice política americana...) as palavras abaixo.
Vale desculpar-se por não saber poetar e portanto subscrever o de outros. Vai ser tiro e queda!
Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim,
A tua beleza aumenta quando estamos sós.
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho
Que momentos há em que eu suponho
Seres um milagre criado só para mim.
Sophia de Mello Breyner Andresen
O Porto - 6/11/1919; Lisboa - 2/7/2004
P.S.: Maria Bethania declama essa poesia em seu disco "Mar de Sophia". Vale abiscoitar a bolacha.
Alguns dias depois, poderemos voltar a falar, objetivamente, de futebol.
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