quinta-feira, 21 de junho de 2012

More no Mar de Sophia

Impossível dissociar o Santos do mar. Com essa camisa azul, então...
Vão, alguns, bobagem grossa, associá-la ao azar.
Decepcionou-me, não ela, mas o jeitão.
Se esperávamos mar revolto, tivemos um de almirante. O mar.

Alguns irão caminhar na prancha. Não itemizaremos.

A nós resta mudar de assunto e propor, ainda com maresia na memória, voltar alguns dias no calendário e oferecer ao seu/sua significant other (um primor de corretice política americana...) as palavras abaixo.

Vale desculpar-se por não saber poetar e portanto subscrever o de outros. Vai ser tiro e queda!

      Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim,
      A tua beleza aumenta quando estamos sós.
      E tão fundo intimamente a tua voz
      Segue o mais secreto bailar do meu sonho
      Que momentos há em que eu suponho
      Seres um milagre criado só para mim.

                   Sophia de Mello Breyner Andresen
                O Porto - 6/11/1919; Lisboa - 2/7/2004

P.S.: Maria Bethania declama essa poesia em seu disco "Mar de Sophia". Vale abiscoitar a bolacha.

Alguns dias depois, poderemos voltar a falar, objetivamente, de futebol.

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